N

Neste blog por vezes escreve-se segundo a nova ortografia, outras vezes nem por isso.


domingo, 27 de agosto de 2017

DA DESCAPITALIZAÇÃO À CAPITULAÇÃO


Por vezes, Varela pode ser titular do Benfica, Eliseu e André Almeida também, pode-se até, num assombro de otimismo, aceitar Filipe Augusto e, num dia bom, anuir a entrada de início de Rafa. Todos estes ao mesmo tempo é que já é pedir demais.

O Benfica ontem jogou com apenas três titulares indiscutíveis: Luisão, Pizzi e Jonas. A que se junta os muito aceitáveis Jardel, Cervi e Seferovic. Os restantes cinco são suplentes que se toleram ou porque custaram 16 milhões ou porque são bons rapazes. Ganhar seria um feito.

Havia lesões, pois havia, mas vamos colocar lado a lado o já disponível e experiente Samaris e Filipe Augusto e vamos recordar que há várias semanas já foram descartados Buta e Pedro Pereira como substitutos de Nelson Semedo. Aproveitamos e perguntamos quantas oportunidades já teve o inconsequente Rafa e já agora, quantos extremos o Benfica tem?  

Como já aqui foi escrito anteriormente, o Benfica sabe jogar à bola, sabe o que faz em campo, não se pode é pedir que seja sempre feliz com tão grande descapitalização do plantel. E não são só casos de lesões. Em grande parte do jogo o Rio-ave foi superior e em alguns setores até tem melhores executantes. Deu empate, podia ter dado derrota. A época já começou.

JL

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

À DESCARADA


Quem viu no passado fim-de-semana a pouco habilidosa, porque descarada, arbitragem de Rui Costa, da Associação de Futebol do Porto, no Benfica B – Nacional, não pode deixar de achar muito curiosa, no mínimo, a sua nomeação para o Benfica- Belenenses de amanhã. Basta que tenha uma atuação ao mesmo nível da que teve no Seixal, para ser muito difícil o Benfica somar a terceira vitoria seguida neste campeonato. Ao que parece no VAR vai esta o nosso “amigo” Vasco Santos. Aguardemos.


JL

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

SE FOSSE SÓ NA RELVA


Acabei agora de ver o final da transmissão da Sport TV e o tipo de microfone na mão termina com “O Benfica foi feliz…”. É isto.  O Benfica faz um grande jogo em Chaves, 21 remates, 14 cantos, uma bola ao poste, outra na barra, dois penaltis por marcar e ainda foi feliz. Se o Benfica tivesse empatado como seriam as conclusões dos profissionais do jornalismo desportivo?  

O que fica desta vitória, merecidíssima, é que a equipa está muito bem trabalhada pelo Rui.  Tem Limitações? Pois tem. André Almeida, Eliseu, Varela, Jardel, Rafa ou Filipe Augusto não seriam primeira escolha na equipa de sonhos de qualquer benfiquista, mas têm correspondido à chamada, com mais ou menos dificuldade. É nestes pormenores que está a grande valência de um treinador.

A diferença está também num conjunto de jogadores com uma qualidade, experiencia e profissionalismo difíceis de igualar em equipas nacionais. O caso do Lusão, do Fejsa, do Pizzi e do Jonas. E por fim, um avançado Suíço que foi um achado.

Resumindo, do que se viu até agora, o Benfica é quem está a jogar melhor à bola em Portugal. Ao contrário que se quer transmitir é o que tem o plantel melhor organizado e a estrutura mais definida. Partimos para o fecho do mercado com essa grande vantagem. Que venham um guarda-redes e um lateral que sejam indiscutíveis.

Contudo, como se ouviu hoje nos comentários e na atuação indecorosa de Jorge de Sousa, só perdemos no campo da comunicação social.  Aí até somos goleados. Vence a gritaria, a barracada, o insulto e a paranoia. É um mundo paralelo. Esperemos que não seja mais forte.

 

JL

sábado, 12 de agosto de 2017

A LIGA GÓIS MOTA






Massacre e alívio, salvos por Dost, pontapé na ansiedade.
Foi isto que se passou ontem na arena do Campo Grande, não foi ?
Deve ter sido, porque até o recentemente revoltado Couceiro nada viu:"foi do outro lado", explicou.

E é isto, panem et circenses com fartura, como tanto gosta o portugal dos pequenitos, assim mesmo em minúsculas, tal como eles.

Discuta-se e inbestigue-se o computador do Jesus, mostre-se até à exaustão a roubalheira de que o palerma Abel tanto se queixou, chamem o bruxo, rebolem-se no chiqueiro, chamem os novos Goebbels dos pobres de espírito para continuar a acicatar o delírio da manipulação.

Sejam bem vindos à Liga Góis Mota.


RC
                            



segunda-feira, 7 de agosto de 2017

BREVES E PREGUIÇOSOS APONTAMENTOS DE AVEIRO


Foi um grande jogo de futebol. Os golos cedo do Benfica tiveram a virtude de abrir o jogo.

O Benfica ganhou e ganhou muito bem. O Vitória teve as suas oportunidades, duas de golo certo. Contudo, o Benfica, teve ainda mais, muito mais, o que para quem está a ganhar desde muito cedo e não necessitava de ir à procura desesperadamente do golo, diz muita coisa.

O Seferovic é jogador. Engraçado recuperar alguns comentários que se fizeram quando foi anunciada a sua contratação. O Varela é ainda curto para uma equipa como o Benfica. Nota-se que é um guarda-redes em formação, ainda a crescer, nem todos podem ser Edersson ou Oblak. André Almeida chegou a um nível satisfatório.  Cervi se jogasse sempre assim era titularíssimo.

Para a FPF o telespectador é mais importante que o espectador de estádio. Numa lógica puramente comercial faz sentido, mas como em todas as lógicas puramente comerciais a galinha vai ficar derreada da pressão de lhe tirarem os ovos.  

Num estádio do meio do nada, faz sentido demorar mais de duas horas para sair de um parque de estacionamento? Faz sentido fecharem todas as roulottes de comes e bebes no final do jogo, quando milhares de pessoas ainda tinham alguma horas de viagem pela frente?

O jogo acaba e os vencedores, público e jogadores, querem festejar. Sempre foi assim, desde o principio dos tempos. Porém, a vontade perde-se como um anticlímax, as luzes apagam-se como se fosse um festival de musica e começa a ouvir-se de forma estridente uma horripilante musica de elevador. A festa do futebol dá lugar ao festival pimba.

JL

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

VIOLÊNCIA LEGAL?


Vem em vários jornais. Antes de um jogo de caracter amigável adeptos espanhóis são perseguidos e agredidos na cidade do Porto. Em resposta o que faz a policia? Identifica os agressores? Levanta um processo de averiguações? Não, obriga os adeptos acossados a voltarem para casa, sem verem o jogo, para o qual tinham comprado bilhete. 

Ainda segundo os mesmos jornais, a perseguição não foi feita pelas serenas e hospitaleiras gentes da cidade do Porto, em resposta a eventuais distúrbios provocados pelos seguidores do Deportivo. Ao que parece, os protagonistas de tão inusitado ato foram cerca de 20 elementos de uma claque legalizada, cujos seus membros estão devidamente registados, tal como deseja o IPDJ e todos os espertos que mandam no nosso futebol.  

Provavelmente os referidos “claqueiros” encartados até fazem parte da claque Ultras Portugal, aquela que, apoiada pela Federação Portuguesa de Futebol, em vez de apoiar a seleção se entretêm a dirigir insultos ao maior clube português.

E está assim o nosso futebol, ou melhor, o nosso desporto. Manda quem fala mais alto e falar mais alto é ter os meios de comunicação ao serviço e uma opinião pública acéfala e acrítica. Porque nesta historia das claques e grupos organizados a pergunta que deveria surgir á cabeça é que vantagens encerra a sua legalização e registo? Que o balanço se faz da aplicação da legislação em vigor? Há menos violência? Já houve algum processo sobre alguém registado e legalizado, mesmo que esse alguém faça esperas a árbitros e a seus familiares?  Os lideres desses grupos registados, legalizados e apoiados por clubes, federações e governos são idóneos?

O que sabemos é que há gente a ganhar muito dinheiro com a aplicação da lei, isso sabemos.  E também sabemos como é a des(organização) dos espetáculos desportivos e a forma como os adeptos são recebidos em “campos” como, só a titulo de exemplo, os de Vila do Conde e de Paços de Ferreira quando o Benfica lá vai. E a preços chorudos.  
 

JL

quarta-feira, 26 de julho de 2017

TUDO MUITO SIMPLES


Isto é tudo muito simples. Não vender mais ninguém, muito menos o mexicano que ainda não tem idade para ponta-de-lança indiscutível. Dispensar, ou melhor, emprestar os que precisam da proteína dos minutos para crescerem. E por fim, ser audaz, como fomos quando veio o Aimar, contratando um defesa-direito e um guarda-redes dos "mesmo bons".  Daqueles que custam milhões e jogam sempre na sua seleção. Só isto, não é preciso inventar a roda, nem andar angustiado.

 JL

domingo, 16 de julho de 2017

DA VERGONHA À IRRELEVÂNCIA


Quem viu o jogo de ontem sabe que foi um resultado disparatado. Que o Benfica saiu do campo a meio da segunda parte, deixando apenas as camisolas. Porque até esse momento, a exibição dos Suíços, a dias de iniciarem o campeonato e fisicamente a léguas dos estafados benfiquistas, nem sequer justificava a vitória, quanto mais uma goleada. É certo que Vitória retirou ao intervalo o jogador mais objetivo, o Jovem Gonçalves, para deixar o assustadoramente inconsequente Rafa em campo.  Também é indiscutível o desacerto dos defesas, a falta de pernas dos centrais, os erros infantis de posicionamento dos laterais. Não podemos igualmente negar que Augusto, por mais que se esforce, é simplesmente mediano, que Varela não é guarda-redes para equipa grande e que nem tudo o que é jovem brilha como ouro.

Tudo isto é verdade, mas a realidade é que são duas semanas de treino e uma equipa de testes e experiencias, com mais de metade de dispensáveis a jogar. Que o ainda insubstituível Pizzi não pareceu em campo e nem surgiu ninguém que o fizesse esquecer por uns segundos sequer, como se o internacional português fosse um Messi desta vida. Podemos ainda questionar se faz sentido estes jogos nesta fase. Se é saudável aos jogadores andarem a cheirar a bola e a correr a trás de gazelas com mês e meio de preparação. Provavelmente há aqui um peso comercial que não é de descurar.

O que se conclui é que nesta conjuntura o resultado e a exibição coletiva é pouco mais que irrelevante e conta bola para a época que agora inicia. Contudo, somos o Benfica e perder 5-1, mesmo a feijões, num estádio cheio de emigrantes, incomoda. Porque as camisolas estavam em campo. É a vidam nem sempre a glória nos bate à porta.

JL

quinta-feira, 13 de julho de 2017

BOM TRIGO PARA O PENTA


Como todos os anos ainda anda por ali muito joio, mas num Benfica levíssimo, a voar nas asas do Tetra, é o trigo que mais reluz. Brilhante e saudável está pronto para aterrar no Penta. Tenho para mim que só a continuação da ceifa prematura, que já nos levou três dos mais destacados da colheita 16/17, nos pode fazer derrapar numa das curvas da época. Porque já deixámos voar pássaros, que tínhamos bem guardados na mão, por excesso de Xanax, devemos andar de pestana bem aberta. Para já, ainda temos o Luisão, o Fejsa, o Pizzi e uma mão cheia de jovens que deixam água na boca. E temos especialmente o Pistolas. O que dizer de Jonas? É manter os olhos bem abertos e aproveitar.

JL

sábado, 8 de julho de 2017

UM GOLO PARA O CÉU


Permitam-me que hoje deixe para trás o nosso Benfica, esta paixão que nos move 365 dias por anos, 24 horas por dia, sempre e em qualquer lugar.

Permitam-me que me incline com respeito, admiração e profunda emoção perante um verdadeiro Campeão, alguém que sem dar um único pontapé na bola fez o mais belo jogo da sua vida.

Num momento em que este país provinciano, parolo e ridiculamente subserviente olha como um asno embevecido para um jogador de futebol que recebe “filhos” como quem encomenda produtos na Amazon, prefiro realçar o exemplo de alguém que mostrou ao mundo que o futebol pode ser belo mas trágico, mágico mas injusto também fora do campo.


Porque só o futebol gera paixões assim, esta humilde tribuna do benfiquismo deixa uma sentida homenagem a um Homem chamado Jermain Defoe


RC


quinta-feira, 6 de julho de 2017

DO QUE (VERDADEIRAMENTE) NOS SEPARA


A estória conta-se numa dúzia de linhas: corria a época de 1978/1979, o Sporting defrontava o Famalicão em Alvalade e Jordão regressava de uma longa ausência após lesão causada por choque com o nosso defesa-esquerdo Alberto.

Na equipa do Minho, jogava um tal Zé Eduardo: dois varapaus no lugar das pernas e dois tijolos onde deveriam estar dois pés.
Zé Eduardo batia forte, batia bem: basicamente em tudo o que mexia.

Naquela noite a fava tocou a Rui Jordão que viu o voluntarioso jogador do Famalicão confundir o perónio da sua perna esquerda e os ligamentos da tibiotársica com a bola.
Não satisfeito com a proeza, insultou-o: “Levanta-te meu maricas, meu paneleiro”.

Jordão foi directo para o hospital e reza a história que Zé Eduardo teve de se refugiar da ira de jogadores, treinador e adeptos do Sporting. À saída choviam pedras e o Famalicão saiu de Alvalade sob protecção do Corpo de Intervenção.

Poucos meses depois o valente e dotado Zé Eduardo foi contratado pelo Sporting.

Pois bem, só aparentemente a ida de Fábio Coentrão para o clube do Campo Grande não está relacionada com o dignificante episódio do Zé Eduardo dos croquetes.
Zé Eduardo em 1979 e Coentrão quase quarenta anos depois têm a uni-los uma matriz: a de um clube sem valores, sem memória, sem respeito pela sua própria história ou por qualquer réstia de dignidade que por ali ainda possa subsistir.

Assim como há 40 anos contratou um caceteiro que meses antes, quase foi linchado à saída da porta 10A, a agremiação do Campo Grande não hesita agora em contratar um jogador que afirmou repetidamente que em “Portugal só voltaria a jogar no Benfica” e que ainda há pouco mais de ano, no auge da luta pelo campeonato 2015-2016, disse algo como “estou muito grato a Jesus mas Benfica sempre!”

Um qualquer Coentrão desta vida não entraria nunca no Benfica, como não entrou há 40 anos José Maria Pedroto, como não regressou o traidor Paulo Sousa, como não entrou um traste chamado Octávio Machado apesar dos esforços de Jorge Jesus.
Já agora, como acabou por não entrar bem recentemente um nojo de homem armado em jogador de vólei que alguém certamente distraído quis trazer para o Benfica.

É, pois, isto que nos separa para quem ainda o não entendeu e queira tudo resumir a uma simples questão de rivalidade.
Mais do que todos os nossos títulos, todas as nossas vitórias, a nossa grandeza e história inigualáveis, a nossa dimensão de Clube verdadeiramente universal e popular, separa-nos o respeito que nós benfiquistas temos pela nossa história, pelos nossos valores, pela nossa memória colectiva, pela ideia inicial.

É isto o Benfica, é assim o Benfica. 
E por isso nos envaidece.


RC







sábado, 18 de fevereiro de 2017

A ESTÁTUA


A história conta-se em três penadas. Um grande benfiquista teve a ideia e a iniciativa de propor uma moção em sede de Orçamento Participativo da CML para a colocação de uma estátua a Cosme Damião em Lisboa.
Essa moção foi a votos e, com a colaboração de milhares de adeptos do Glorioso, foi aprovada. O proponente, porque se teve de ausentar para o estrangeiro, tomou a iniciativa de pedir apoio a um grupo de benfiquistas para a elaboração do projeto da estátua.
Escolheu-se uma foto de Cosme Damião sentado, e elegantemente equipado, e conseguiu-se que o escultor Francisco Simões a desenhasse. A ideia, que está na foto em baixo, era o nosso Cosme num banco de jardim, toda em bronze. Bonita, e de certa forma inédita, serviria, por exemplo, para nos deixarmos fotografar sentados ao lado do grande Cosme Damião.
Insistiu-se por todo o lado. Pressionou-se incessantemente a CML para avançar com o projeto. Chateou-se a Direção do Benfica, o departamento de marketing, sempre avesso às ideias dos outros. Parecia que se andava a bater com a cabeça numa parede.
Para se ter uma ideia, numa primeira reunião, os técnicos da CML nem sabiam sequer quem era Cosme Damião, muito menos como operacionalizar uma proposta eleita no tão propagado Orçamento Participativo
Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.
Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.
Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!
A ideia:

A realidade:


JL
Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.
Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.
Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!
JL

Durante muito tempo nem Benfica, nem CML mexeram uma palha, a ideia da Estátua parecia estar morta.

Contudo, em ano de eleições autárquicas, finalmente houve fumo branco. A Estátua será inaugurada a 28 de fevereiro, na rotunda diante das garagens da Luz, com 5,5 metros por 1,70m e será o já conhecido stencil de Cosme Damião sobre uma peanha. Um mamarracho. Sem qualquer personalidade. Uma ideia desleixada, feita com os pés, para despachar.

Mas o pior é que, no decurso disto tudo, a CML pura e simplesmente CAGOU para quem teve a ideia e não a deixou morrer! Nem um mail, nem um telefonema aos "cidadãos" que tiveram a ideia, e ao grupo que despendeu tempo e esforço para não a deixar morrer, ao longo dos vários anos! NADA!

JL



sábado, 28 de janeiro de 2017

NENHUM BARULHO POR TUDO


Nos últimos dois desaires, o Benfica sofreu cinco golos. Dos cinco, apenas um foi imaculado. E mesmo nesse, parecia que a bola tinha vida, desviando-se milagrosamente dos desesperados jogadores vermelhos, fazendo uma última e maldita curva para interior da baliza, como se os deuses a tivessem soprado.

Nunca na historia recente, e talvez mesmo em toda a sua história, o Benfica foi tão atacado. Nem mesmo quando Pinto da Costa era vivo.  Falar em colinho, benefícios, ajudas em relação a um clube com a historia do Sport Lisboa e Benfica não é simples difamação, é a consagração do no sense, só possível num país de ignorantes de memoria curta.

O silêncio tem sido a arma do Glorioso. Até agora letal, e para alguns, com efeitos de destruição massiva. Contudo, a frustração não desarma e o barulho começa a ter efeitos perversos no desenrolar das competições.

Há presidentes que cospem, empurram, escrevem demencialmente em redes socias, ladram fora e dentro do canil. Há treinadores que montam circos em conferências de imprensa e dissimulam investidas desonestas na boçalidade gramatical. Há anões que à beirinha do relvado, esse tapete sagrado do futebol, saltam, rebolam e dão cambalhotas à voz do dono. Todos são olhados com a indiferença com que olhamos para as desgraças do quotidiano. São assim, sempre foram, é da sua natureza. Desculpados vezes sem conta. Multados ao nível de uma qualquer EMEL.

Rui Vitória é Benfica. Da cabeça aos pés. No banco, no treino, nos contactos com os jornalistas. É um exemplo. Fossem todos Rui Vitória, fossem todos os clubes como o Benfica e havia um orgulho enorme em pertencer a este mundo chamado liga portuguesa.

Os 15 dias de castigo a Rui Vitória não é apenas uma aberração. Faz parte do plano B de uma estratégia falhada, cujo o objetivo deixou de ser a glória, mas a sobrevivência.

JL

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

CARRILLO? O SUPER-AGENTE RESOLVE!

Fulanizar é algo injusto no futebol, podendo mesmo tornar-se cruel na hora do insucesso, mas há problemas que sendo por demais evidentes, não podem ser ignorados.

No Benfica versão 2016-2017 há um problema chamado Carrillo.

Não será certamente o único nem provavelmente o maior mas trata-se de um equívoco gigantesco que, ou muito me engano ou um destes dias estoira nas mãos do treinador.

Já se percebeu que Rui Vitória está a fazer tudo para não deixar cair o jogador; começa porém a pressentir-se o fim da linha para Carrillo.

Sem espontaneidade, alegria ou velocidade, Carrillo parece um corpo estranho na equipa e quando entra em campo significa quase sempre que passaremos a jogar com menos um.

Ao que consta, o alegado custo zero importou em qualquer coisa como 10 milhões de euros: muito dinheiro, de facto.

Também por isso, Rui Vitória vai tentando segurar o jogador na esperança de um qualquer clique naquelas pernas perras ou naquela cabeça que parece estar a milhas de um campo de futebol.

Ontem na Luz, assistiu-se a um primeiro esboço de assobiadela colectiva ao peruano, perante mais uma perda de bola inexplicável.

Quer-me parecer, pois, que Carrillo chegou mesmo ao fim da linha e a solução só poderá passar pela venda.

Eis, pois, uma óptima oportunidade para pôr à prova as excelsas e nunca por demais elogiadas capacidades do super-agente Jorge Mendes, capaz ao que se diz de transformar em ouro tudo aquilo em toca.

Ou será que o tal super-agente apenas sabe vender os Renatos Sanches desta vida?


RC 

LIÇÃO OU DEPRESSÃO?


O Benfica passou aos oitavos da Liga dos Campeões e, não há volta a dar, é um saldo extremamente positivo.  Podemos até fazer uma analogia com o resultado na Turquia. O Benfica empatou em casa do Besiktas e, sem ver o jogo, não podemos afirmar que o resultado foi negativo. Já agora, ainda acrescento, o Benfica perde um jogo para o campeonato, ao fim de 10 meses, nas condições que vimos, objetivamente também não é nenhuma tragédia.

O problema é que assistimos aos jogos e a visualização de um jogo de futebol é tudo menos objetivo. Não é a mesma coisa empatar 0-0 ou 1-1 ou estar a vencer por 3-0 e em meio hora deixar-se empatar. No futebol, a hora de futebol total que demonstramos na Turquia, antes da meia-hora de descalabro, não serve de crédito.

O que vi ontem foi um Nápoles imensamente superior ao Benfica. Em todos os capítulos do jogo. Nomeadamente no aspeto técnico, tático e físico. Na segunda parte, houve momentos que parecia uma equipa de juniores contra uma de seniores. Uma má noite da equipa? Influencia de conhecerem o resultado do Dínamo ao intervalo? Talvez.

Porém, o mais preocupante é que já tínhamos assistido a esta falta de intensidade na Madeira, com os jogadores insulares, menos dotados tecnicamente, a chegar sempre primeiro aos lances e a ganhar a maioria das bolas divididas.  

Um jogo por vezes ganha-se por milímetros ou por segundos. Se os nossos remates são demasiadas vezes parados pelos pés dos adversários, se a percentagem de passes falhados é assustadora, se os outros chegam mais vezes primeiro à bola, as nossas hipóteses de ganhar descem significativamente.

 JL

sábado, 3 de dezembro de 2016

RESSUSCITANDO ALMAS PENADAS


Deixem lá o árbitro, as faltas não assinaladas, o anti-jogo do Marítimo, as rábulas das substituições, as lesões simuladas, a brotoeja, cãibras e bicos de papagaio que de repente assolaram os jogadores madeirenses.
Nada disto é novidade para nós ou pelo menos não o deveria ser. Há décadas que é assim e assim continuará, nada de novo sob o sol.

Do que se trata verdadeiramente é que o Benfica falhou golos ridículos, sofreu golos ridículos (como em Nápoles, como em Istambul…), foi incompetente, negligente, atabalhoado, trapalhão.

Negar isto ou vir com teorias da conspiração é tapar o sol com a peneira: perdemos um jogo que não podíamos perder e nem sequer empatar.

Curar uma série de moribundos e ressuscitar umas quantas almas penadas que por aí vagueavam à toa: eis o verdadeiro resultado do jogo desta noite.

RC

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

NOJO

A última jogada foi o resumo do jogo. O árbitro dá amarelo a um jogador por queimar tempo na marcação de um pontapé de baliza. O jogador sai, o guarda-redes chuta e acaba o jogo quando a bola vai no ar. Há coisa mais ridícula que isto?
De resto, um jogo contra o azar e contra duas equipas nojentas. Desta vez perdemos. Como disse o Luisão: “fomos parados de várias formas”.

JL

AINDA HÁ COISAS QUE NOS COMOVEM

JL

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

NOS: BOM NEGÓCIO APENAS PARA ELES?


Pelos idos de Julho durante um jantar com apoiantes à sua recandidatura e creio que até mais tarde em pleno período pré-eleitoral, Vieira frisou a necessidade de “clarificar o contrato com a NOS”.

Mais do que fazer comparações sem sentido com o contrato que a mesma entidade assinou com a agremiação do Campo Grande, é exactamente isso que esperamos do presidente: clarificar e esclarecer.


De tudo isto e muito para lá da poeira que cirúrgica e estrategicamente o Record lança para o ar, espero  que o Benfica não tenha sido “enrolado” num negócio lucrativo apenas para ELES, mas sobretudo que uma vez mais não nos tenhamos metido na boca do lobo, perdendo a liberdade e a independência que como, aliás, Vieira bem sabe, tanto nos custou a ganhar.

RC

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

A BIPOLARIDADE, DOENÇA INFANTIL DO BENFIQUISMO


Imaginemos que o jogo desta noite em Istambul tinha terminado aos 60 minutos.

Com 3-0 e uma exibição perfeita (seguramente das melhores dos últimos anos), a nação benfiquista viria abaixo com tanta euforia.
Rui Vitória ver-se-ia alcandorado a uma espécie de Bella Guttman do século XXI, os jogadores incensados como dignos sucessores de Eusébio, Torres, Coluna, Simões e José Augusto, a comitiva seria provavelmente recebida em delírio no aeroporto e Cardiff estaria a dois passos independentemente de quem nos surgisse no caminho.

Acontece que os jogos terminam aos 90 minutos mais o respectivo tempo de compensação como, de resto e infelizmente bem sabemos.

Ora, nesses restantes 30 minutos aconteceu de tudo um pouco: o Benfica falhou o 4-0 e a possibilidade de matar o jogo, foi recuando, foi-se encolhendo, sofreu o 1º golo em fora-de-jogo (lamento mas não conheço “ligeiros" fora-de-jogo; ou está ou não está e este estava...), sofreu o 2º numa clamorosa infantilidade de Lindelof e claro sofreria o 3º noutra trapalhada da nossa defesa.

Acresce que as substituições não foram felizes: quem entrou nada trouxe de novo e de positivo à equipa.
Acontece a quem tem de tomar decisões mas claramente é bem mais fácil acertar no Placard depois do jogo.

Pois bem, depois destes 90 minutos em que quase tocamos o céu para quase nos despenharmos no inferno, veja-se o que por aí vai em termos de comentários.

Rui Vitória, o Guttman dos primeiros 60 minutos, não passa afinal de um treinador de 2ª, tacticamente fraquíssimo, sem estofo nem capacidade de gerir o jogo, 
Quanto aos bravos descendentes de Eusébio e Cª, uma desgraça: há  os que não sabem, os que não podem, os que se cansam por tudo e por nada, os que  entraram já cansados ou que não deveriam, sequer, ter entrado. 
Pelo meio há ainda quem peça o afastamento do presidente, um must nestas ocasiões festivas em que a "moca é afiada" para uma bela sessão de bordoada.

Infelizmente, o Benfica também é isto e não, não se trata da paixão excessiva de uma massa associativa exigente a habituada a ganhar.
Trata-se isso sim, de uma bipolaridade absurda e estúpida, enraizada num completo desconhecimento do que é o futebol e num sentimento bem português: a intriga, a ignorância, a maledicência pura.

O Benfica, este Benfica não era seguramente a melhor equipa da Europa nos primeiros 60 minutos como não foi ainda mais seguramente uma equipa de coxos e inúteis, liderada por um incompetente no último terço do jogo.

No curto espaço de 90 minutos fizeram-se coisas muito boas que nos colocaram à porta dos oitavos de final e cometeram-se erros fatais que acabaram por nos penalizar, adiando tudo para a última jornada.
É apenas disso que se trata e não sendo pouco, não creio que seja motivo para de repente tudo e todos questionar, passando uma vez mais do oito para o oitenta ou neste caso, do oitenta para o oito.


RC